Chegue mais perto, me fale um pouco de sua história, de seu
olhar. Gosto de falar de coisas sensíveis, aquelas que por inquietação muitos
deixam de escutar. O mundo pede pressa, mas eu prefiro ainda a graça da
sensibilidade, da delícia do preparo. O fogão a lenha, as conversas na varanda,
plantar, colher, saborear, vislumbrar. Perceba, em paz tudo é mais belo. A flor
passa a ter perfume, a brisa se transforma em um menino arteiro que brinca em
seus cabelos, a conversa transfigura-se em partilha e o travesseiro em um
delicioso aconchego. Não. Não permita
que o sentir desapareça. Deixe-se viver, deixe-se perceber- sinta!
Juliete
Costa
