segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Só não me roubes de mim




Sim, podes conversar sobre seu ponto de vista
mas não queiras que estes inibam as minhas convicções.

Se não se sentir vontade para compartilhar  minha dança , não a faça.
Mas não tente imobilizar a alegria de viver meu corpo em plenitude.

Se  não ouves as músicas que ouço, sinto muito.
Mas não tente  desligar o som em minha música favorita.

Se não curti ler meus romances, livros e histórias , certo.
Só não vale tentar  escondê-los,  isso seria trágico!

Se não contemplas comigo o colorido do  por do sol,
Que  pena! Só não feche  minha janela ao entardecer...

Se não queres andar  em minha  estrada de chão, com brisa,
pássaros, flores, frutas e mato - que posso fazer?
Só não queiras me segurar quando minha alma
estiver sedenta de ar, terra,  água .

E se não quiseres voar  em meus sonhos e fantasias:
tudo bem. Certas coisas só quem sente entende.
Mas o meu sonho de voar ainda existe, 
e não queiras formar adulta
a criança que ainda  pulsa em mim,
isso me deixaria  muito infeliz. 

Faças tudo que quiseres
Só não queiras me roubar de mim
Só me deixe aqui saboreando a delícia e leve verdade de  ser “ eu”.
                                                                                       ( Juliete Costa) 


sexta-feira, 19 de outubro de 2012








As circunstancias das vida já me ensinaram a compreender, a perdoar, a ouvir e esperar. Hoje ela me convida a aprender algo de suma importância: me defender! ( Juliete Costa)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

HIPOCRISIA


Existem pessoas que são prejudicadas com a sua própria falsidade. São tão falsas com o  que fazem e que dizem que acabam se esquecendo do realmente são , o querem e sentem. Ou seja, caem na armadilha feita com suas próprias mãos, constituída de hipocrisia, cinismo e superficialidade. ( Juliete Costa) 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Eu e o Tempo...

Amo o passar do tempo, com ele tudo se torna mais nítido, mais manso, sábio e verdadeiro...( Juliete Costa) 


BALÕES AO VENTO




Tem um sentimento aqui dentro de mim que não sei decifrar. É como se faltasse algo. Como se eu tivesse perdido alguma coisa, e que ela está bem distante.
É como se um sonho estivesse solto ao  vento, e eu pudesse vê-lo esvaindo-se no ar. Mas eu não posso ver, apenas sentir.
Eu não sei de quê se trata. Se foi um sonho que se foi. Uma pessoa que não conheci. Um lugar que deixar de morar ou visitar, ou quem sabe uma vida de deixei de viver.
Para isso, a escrita sempre foi minha melhor amiga. Algumas pessoas descarregam seus medos, dúvidas e tensões em atividades corpóreas- esportes, corridas, entre outras coisas. Mas meu amparo, na maioria dos casos, estava sempre na escrita.
Então eu ficava sozinha em meu quarto com meus  cadernos. E os Amores frustrados, esperanças esgotadas, dor, angústia eram depositados juntos com as lágrimas em linhas de um caderno.
Mas não pensem que eu tenho um diário todo bonitinho, com fotos,  papeis de chocolates referendados em cada data.
Está tudo desnorteado, papeis e letras desordenadamente colocados em uma caixa. Memórias e sentimentos descritos de forma solta,  bem como esse sentimento que agora sinto: soltos ao vento, longe de mim e dos olhos das pessoas que dizem gostar de mim. Lançados ao vento sob os olhos de uma menina assustada, sonhadora,  diferente, sedenta de prazer e realizações e com saudade de algo que não sabe dizer nome, pois desconhece.
É como se minha felicidade estivesse escondida ou solta como balões ao vento: sem rumo e  distante de mim.
Como um jogo de esconde-esconde. Ou  como aquela porção de balões seguros numa mão de uma criança, que por um susto ou descuido ela deixou soltar e agora  vê eles soltos ao ar, indo para lugares diferentes,  que por mais que ela tentasse  não saberia para onde eles foram parar.
Engancharam-se numa árvore? Ou caíram no mar? Explodiram com o calor do sol? Murcharam? Foram picados por pássaros? A criança não sabe.  Só lembra  com angústia do toque do barbante saindo de suas pequenas mãozinhas, e sente  sobre seus cabelos o vendo que levou seus balões a qualquer lugar distante. Que ela não pode vê, apenas imaginar e sentir saudade dos balões que nunca existiram, apenas foram vistos sob os olhos de sua grandiosa imaginação.
 ( Juliete Costa)

HIPOCRISIA

A cada dia mais vejo que saber sem a humildade se torna uma grande  hipocrisia. 
( Juliete Costa) 

A necessidade essencial .

Na essência o que todos os seres humanos precisam, seja dos santos até os mais maldosos, é se sentir amados! ( Juliete Costa)



CAOS

O caos mais terrível na vida do ser humano não é sentir dor, não é o sentir da infelicidade, não é sentir solidão ou qualquer outro mal relativo. O verdadeiro caos está em não sentir nada. ( Juliete Costa)




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De fato, "sentir" hoje tornou-se algo raro. A vida, em sua plenitude, para muitos finda-se como algo opaco, ou seja, sem cor,brilho, dor, o riso, cheiro... a busca por uma padronização de gestos, gostos e atitudes faz das pessoas seres alienados e fúteis! E isso realmente irrita! ( Juliete Costa) 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O amor em sua forma simples...



"Sinto muito desprezo e determinado nojo por essas pessoas que acham que tudo se fundamenta no dinheiro. O meu ponto de equilíbrio não reside no capital, é necessário mais não a base vital. A minha vida consiste no prazer pelas coisas simples, na sinceridade do sorriso, em uma lágrima sentida com carinho, no amor genuíno, na cumplicidade vivida . A grana vem como acréscimo, e se ela for o problema isso não será o fim de tudo. O meu alicerce consiste no amor em sua forma simples. O que significa o dinheiro depois disso tudo? Apenas um complemento capaz de se  adquirir com o tempo. TEMPO, essa é a palavra. As pessoas correm demais, querem as coisas rápido demais e esquecem que nós impomos e damos tempo para as coisas, mais o tempo de Deus é outro, ele é o construtor de tudo, ele sabe a hora e o momento de todas as coisas, não precisa desesperar-se". ( Juliete Costa)